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Sobre Contexto Histórico da Comunicação:

Ainda circulava, em 1952, o último jornal-partidário gaúcho

O último jornal-partidário de Porto Alegre, que circulou em 1929 a 1961, O Estado do Rio Grande, continuava resistindo à industrialização da imprensa, quando surgiu o Curso de Jornalismo da PUCRS em 1952. O periódico de proselitismo do Partido Libertador (PL), que sucedera o Partido Federalista, chegou a ser dirigido pelo médico, professor e jornalista Raul Pilla (1892-1973). Defensor de idéias liberais, desde as revoluções regionais de 1893 e 1923, os maragatos, do emblemático lenço vermelho, também eram identificados com as oligarquias rurais do Rio Grande do Sul, fazendo oposição ao alinhamento positivista dos chimangos, que ostentavam o lenço branco do governador Júlio de Castilhos (1860-1903).

Raul Pilla, político e jornalista

O jornal fez oposição ao Estado Novo e depois ao trabalhismo do presidente Getúlio Vargas (1882-1954).

Fundador do PL, parlamentarista convicto e deputado maragato durante cinco mandatos, Pilla redigiu a emenda constitucional que permitiu João Goulart assumir a Presidência em 1961, sob regime Parlamentar. Dois anos depois do golpe de 1964, ele renunciou por não aceitar o autoritarismo do regime militar. Frase de Raul Pilla: “É a política, ao mesmo tempo, a mais bela e a mais feia, a mais nobre e a mais desprezível das atividades humanas. Tanto mais desprezível e feia nas suas deformações, quanto mais nobre e bela na sua pureza originária. Porque, se ela se pode definir a arte do bem comum, converte-se na arte do mal supremo quando se deixa tomar da paixão do poder e esquece os altos objetivos.” O primeiro emprego do poeta Mario Quintana em jornal, em 1929, foi na redação de O Estado.

 

Curso(s):

Década(s) de referência: 1950

Ano de referência: 1952

Produção do material sobre este evento: Tibério Vargas Ramos

Dados cadastrados por: Milena Nyland

Post publicado em: 8 de maio de 2015