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Sobre Contexto Histórico da Comunicação:

Prédio da Famecos construído em apenas um ano

Alicerces do prédio 7 em dezembro de 1971O prédio da Famecos, primeira construção toda planejada para o ensino da comunicação coletiva no Brasil, foi construído em tempo recorde: apenas um ano. A pedra fundamental foi lançada em 5 de novembro de 1971 e a inauguração ocorreu em 8 de dezembro de 1972, com toda a obra completamente finalizada. O reitor José Otão destacou, na ocasião, que a execução rápida da obra se deveu a uma decisão da Reitoria de acelerar a criação de áreas técnicas na Universidade, junto a uma “ordenada e progressiva” expansão do campus.

Construído em dois blocos, o prédio foi todo projetado para ter estúdios de rádio e televisão, laboratórios de jornalismo impresso, assessorias de comunicação, agências de Publicidade e Relações Públicas, espaços especiais, salas de aula, auditório com projeção de cinema e administração. A fachada da Avenida Ipiranga tem elementos verticais e horizontais de concreto à vista, última tendência dos anos 60-70, para impedir a incidência direta dos raios solares. A parte voltada para o jardim interno é mais envidraçada, com o saguão e bar que se tornaram cartões postais da faculdade.

A planta foi executada pelo arquiteto Paul Dieter Nygaard, as obras civis sob a responsabilidade do engenheiro Victor Fuhrmeister e a elétrica a cargo da equipe do engenheiro Rolf Yung. O engenheiro Homero Simon, da Guaíba, foi convidado para colaborar na instalação do estúdio de rádio. O irmão Norberto Rauch, futuro reitor, foi encarregado para coordenar a compra dos equipamentos necessários.

Na inauguração do prédio, após o corte da fita, o padre Tarcísio de Nadal, professor da faculdade, deu a bênção, seguindo-se a descoberta da foto do ex-diretor Cláudio Candiota. Na solenidade, José Otão destacou os 20 anos da Famecos, completados com a história do Jornalismo que começa em 1952, que estavam e exigir “um ambiente para a formação de profissionais com habilidades técnicas e formação cultural para atuarem na comunicação social, em um mundo pluralista, que fuja da dogmatização de posições, capaz de respeitar as diversidades da realidade social”. Para o reitor da época, o mundo se Internacionalizou e os homens devem trabalhar pela “paz, compreensão, fraternidade, fé e justiça social, sem espaço para individualismos”.

O diretor Alberto André agradeceu ao reitor “o apoio e decisão” de construir um espaço específico para a faculdade. Lembrou que a faculdade, em “quatro lustros“, tornou-se uma das melhores do país e da América Latina. “Dosando devidamente a teoria e a prática, em profissões onde o treinamento é essencial, o ensino da Famecos conservou as feições humanísticas em áreas influenciadas pelo materialismo dos tempos”, sublinhou Alberto André. “Ao levantar este prédio e dotá-lo do que há de mais moderno e avançado em cursos de comunicação coletiva, a PUC gaúcha atende às necessidades para ampliação de cursos e turmas, e às exigências da sociedade, das empresas de comunicação e dos alunos”, destacou o diretor.

Ficou decidido naquele ano de 72, que os cursos da Famecos, a partir de 1973, seriam semestrais, com aulas pela manhã e à noite, em razão do espaço físico ampliado com o novo prédio. Havia 550 alunos matriculados em Jornalismo, PP, RP e Turismo. Passaria a haver dois semestres básicos, dois semestres gerais e quatro profissionalizantes.

A direção estava assim constituída:

Diretor Alberto André

Vice-Diretor Elvo Clemente

Coordenadores de Departamentos: Antônio Gonzáles, Jornalismo; Ito Ferrari, Publicidade; Iara de Almeida Bendati, Ciências da Comunicação; Roberto Simões, Relações Públicas; e Renato Masina, Turismo.

 

Curso(s): , ,

Década(s) de referência: 1970

Ano de referência: 1972

Produção do material sobre este evento: Tibério Vargas Ramos

Dados cadastrados por: Milena Nyland

Post publicado em: 9 de julho de 2015