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Carlos Gerbase, professor e cineasta

Carlos Gerbase (foto: Andressa Almeida).

O cineasta Carlos Gerbase formou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 1980. Já no ano seguinte, passou a lecionar na universidade. Concluiu o doutorado em Comunicação Social, também pela PUCRS, em 2003, e realizou pós-doutorado em Cinema, na Universidade Paris III – Sorbonne Nouvelle, formando-se em 2010.

Gerbase é professor-titular da PUCRS, onde atua no Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. No programa, leciona uma disciplina criada por ele, Narrativas Tecnológicas. Por acreditar que a proposta de uma pós-graduação deva ser apresentar sempre uma ideia nova, sua disciplina muda a cada semestre. Ora enfatiza documentário, ora representações do corpo no cinema. No segundo semestre de 2012, desenvolveu estudo sobre séries de TV.

Desde 2011, ele faz parte da coordenação do PPGCOM. O professor de cinema acredita que o programa consegue formar profissionais de alto nível, que se tornam mestres de destaque em outras instituições de ensino de todo o Brasil, cumprindo seu papel como pós-graduação. Além desse aspecto, destaca a importância do intercâmbio com outras universidades e das publicações acadêmicas oferecidas aos pesquisadores.

Paralelo à atuação acadêmica, Carlos Gerbase é escritor, roteirista e diretor de cinema. Desde 1978, já realizou sete longas-metragens e dez curtas. Também publicou quatro obras de ficção, dois ensaios na área de cinema e um livro didático de introdução à realização audiovisual, destinado ao Ensino Médio.

“Com a realização do Seminário Internacional de Comunicação, entramos definitivamente para a comunidade global do conhecimento, o que é fundamental para analisarmos a sociedade em que vivemos”.

“Um dos bons desafios do Pós, quando era aluno, foi o de fazer um filme, na verdade um vídeo sobre o livro Terra Pátria, de Edgar Morin. O desafio foi lançado pelo professor Juremir Machado. Foi um curta de 20 minutos, cujo título é Estratégias para se tomar um copo de água. Foi muito interessante de fazer, pois era um trabalho conceitual.  Ficou superlegal. O  próprio Edgar Morin assistiu quando esteve aqui na PUCRS e achou bacana.”

 

ENTREVISTA

Núcleo de Memória: Quais funções você já desempenhou no Programa?
Carlos Gerbase:
Desempenhei duas funções. Entrei como professor de uma disciplina que eu mesmo criei, Narrativas Tecnológicas. Antes disso participei como aluno. Fiz o doutorado, orientado pelo professor Juremir. Depois entrei como professor e hoje faço parte da coordenação do programa.

Núcleo de Memória: Que disciplinas você já ministrou no programa?
Carlos Gerbase:
Somente a disciplina Narrativas Tecnológicas, que eu mesmo criei e que muda a cada semestre. Houve umas três edições onde estava muito concentrada no campo documentário. Depois, houve uma diversificação, pois a ideia da pós-graduação é apresentar sempre algo novo. Então, houve uma ênfase inicial no documentário. Logo depois, nas representações do corpo no cinema, a parte mais sensorial, sexual etc. Atualmente, estou desenvolvendo pela primeira vez um estudo de série de TV.

Núcleo de Memória: Qual a relevância do programa para a área de comunicação?
Carlos Gerbase:
Passaram pelo programa profissionais de alto nível. Formamos professores para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. Há vários ex-alunos nossos que são professores de destaque em outras faculdades, em outras universidades. Dessa forma, exercemos basicamente o papel que um programa de pós-graduação deve ter. E, no lado da pesquisa, existe intercâmbio com outras instituições também. Nossas publicações também são de altíssimo nível. Portanto, estamos tentando cumprir tudo que um programa de pós-graduação tem que ter. Resumindo: há dois itens importantes a cumprir. Primeiro, formar bons professores. E, segundo, fazer com que nossas pesquisas rendam publicações.

Núcleo de Memória: Cite um fato marcante que você vivenciou no programa.
Carlos Gerbase:
Para mim o mais marcante até agora foi a organização do seminário Internacional de Comunicação do ano passado (2011), com outros colega. Trouxemos vários convidados de fora do país, de universidades importantes. Entre eles, estava o Eric McLuhan, filho do Marshall McLuhan. Com isso, entramos definitivamente para uma comunidade internacional do conhecimento, o que é fundamental para bem analisarmos a sociedade em que vivemos.

 

 

Curso(s): , ,

Década(s) de referência: 1980, 2000, 2010

Vínculo Famecos: Professor

Graduação em: Comunicação Social - Jornalismo, Famecos/PUCRS (1980).

Doutorado em: Comunicação Social, Famecos/PUCRS (2003). Pós Doutorado em Cinema, Universidade Paris III – Sorbonne Nouvelle (2010).

Produção do material sobre esta personalidade: Andressa Almeida

Edição do material: Tiberio Vargas Ramos e Luciano Klockner

Dados cadastrados por: Marisa Soares, Carla Souza e Stephanie Espíndola

Post publicado em: 10 de julho de 2013