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Cristiane Finger, projetando o futuro do telejornalismo

Cristiane Finger

Natural de Caxias do Sul, a professora Cristiane Finger Costa rompeu com a tradição familiar dedicada à advocacia e seguiu a profissão que lhe seduzia: Jornalismo. Aos 17 anos saiu da serra gaúcha rumo à capital para cursar a graduação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em 1997, concluiu o mestrado em Comunicação Social também na PUCRS e , em 2002,  defendeu o Doutorado. Por mais de 25 anos atuou no mercado profissional e hoje dá aulas de Telejornalismo, atuando nas áreas de televisão, telejornalismo, jornalismo, TV digital, convergências e dispositivos móveis.

As singularidades estão presentes na vida de Cristiane Finger. Uma delas é que venceu 32 prêmios de Jornalismo, sendo a primeira mulher a obter a distinção no 49º Prêmio Esso em Telejornalismo. Durante seis anos coordenou o Curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) e atualmente é editora da revista Sessões do Imaginário, que é uma das publicações científica do Pós. O curso de pós-graduação tem duas publicações científicas: uma é a Revista da Famecos e a outra é a Sessões do Imaginário. Essas revistas contam pontuação do programa.

“A nossa academia, por vários motivos, passa a analisar os produtos que já estão no ar. Examinamos a história, nos voltamos para o passado, que é um papel extremamente importante, mas talvez seja mais importante projetarmos o futuro. Temos que ser propositivos.”

“Não tenho dúvidas de que a produção docente da Famecos é referência. Se entrarmos em qualquer revista científica, teses ou ações, e olharmos a bibliografia, ali estão referendados os trabalhos dos nossos professores. Então, o PPGCOm da Famecos está na mesma proporção dos melhores programas do mundo.”

 

ENTREVISTA

Núcleo de Memória: Sobre o que é exatamente sua pesquisa? Como isso interfere no mercado atual da comunicação social?
Cristiane Finger:
Poderíamos chamar, hoje, de jornalismo audiovisual, porque está na televisão, na internet, no tablet etc. Eu pesquiso sobre os jornais do audiovisual nos novos suportes. A academia sempre seguiu o mercado, no entanto penso que a academia pode estar à frente do mercado. Se descobrirmos novos produtos, novos formatos, novas linguagens, estaremos contribuindo com o mundo lá fora. Nos Estados Unidos. onde as ciências sociais aplicadas são muito fortes, eles desenvolvem produtos e tecnologias e o mercado, depois, vai até lá. A nossa academia, por vários motivos, passa a analisar os produtos que já estão no ar. Examinamos a história, nos voltamos para o passado, que é um papel extremamente importante, mas talvez seja mais importante projetarmos o futuro. Temos que ser propositivos.

Núcleo de Memória: Suas funções e disciplinas no Programa de Pós-Graduação.
Cristiane Finger:
Eu tenho uma disciplina que trata sobre televisão, ética e técnicas de impacto social. Às vezes eu mudo um pouquinho o conteúdo da disciplina, a gente vai atualizando. A disciplina é uma discussão sobre qual é o papel social do audiovisual hoje na sociedade, quais são as questões éticas que devemos discutir, quais as questões técnicas e falamos muito da projeção da convergência digital, TV digital, novos suportes.

Núcleo de Memória: Essa disciplina ajuda o aluno a compreender o impacto dessa convergência?
Cristiane Finger:
Uma das nossas funções é entender a responsabilidade que temos como comunicador.  Noventa por cento do território nacional é coberto por sinal de televisão; noventa e sete por cento dos lares brasileiros têm pelo menos um aparelho televisor. Em noventa e cinco por cento deles têm geladeira. Então nós temos aí alguma coisa muito importante. Nós temos que ver por que é importante, como é importante, como mudou o nosso modo de ver o mundo, qual o efeito cognitivo que isso tem como veículo, qual é a nossa posição frente a outros países e qual é a projeção que podemos fazer disso.

Núcleo de Memória: Qual a relevância, em sua opinião, que o Programa de Pós-Graduação aqui da PUCRS tem para a área da comunicação como um todo?
Cristiane Finger:
Eu não tenho a menor dúvida que é um dos programas mais importantes do país. Ele é reconhecido! Se falarmos em qualquer um dos congressos nacionais e internacionais de comunicação, não há quem não conheça os nossos pesquisadores, e o plano de pós-graduação tem uma tradição de pesquisa importante. Hoje nós vamos a qualquer faculdade do país e tem lá alguém formado pelo programa. A contribuição da Famecos em termos de pesquisa, de formação docente, de reflexão é realmente inacreditável. Eu estive agora em Lima, no Peru, na Conferência Interamericana de Comunicação, com todos os países das Américas e as pessoas conhecem a produção científica da Famecos. Eu não tenho dúvidas de que a produção docente da Famecos é referência. Se entrarmos em qualquer revista científica, teses ou ações, e olharmos a bibliografia disso tudo, tem os trabalhos dos professores daqui como referência. Vou ousar dizer que o programa de pós-graduação da comunicação no Brasil e no exterior, está na mesma proporção da importância da Famecos.

 

Curso(s): ,

Década(s) de referência: 1980, 1990, 2000, 2010

Vínculo Famecos: Aluno, Professor, Coordenador

Graduação em: Jornalismo, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1985).

Mestrado em: Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1997).

Doutorado em: Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2002).

Produção do material sobre esta personalidade: Memória Famecos

Edição do material: Tiberio Vargas Ramos e Luciano Klockner

Dados cadastrados por: Silvana Sandini

Post publicado em: 9 de março de 2014