Personalidades » Roberto José Ramos

Roberto Ramos, professor há 25 anos

Professor de Jornalismo desde 1987, Roberto José Ramos há 27 anos está inserido na rotina acadêmica da Famecos. Ele é pós-doutor em Educação pela Unisinos e autor de livros como o mais recente “Os Sensacionalismos do Sensacionalismo”, lançado em 2012. No programa de pós-graduação da Famecos desde a criação deste na década de 1990, o professor Roberto sempre foi responsável pelas disciplinas de “Comunicação e Subjetividade” e “Comunicação e Teorias da Ideologia”. Em 2012, juntamente com as professoras Dóris Haussen e Ana Carolina Escosteguy, ele integrou a comissão científica responsável pela revisão de projetos e encarregada de representar o pós-graduação em eventos.

Roberto Ramos escolheu o jornalismo inicialmente porque gostava de escrever e desejava ser jornalista. Decidiu estudar na PUCRS porque a Famecos já era um dos melhores cursos de jornalismo. No segundo semestre do curso de graduação, em 1977, ele ingressou no mercado de trabalho como revisor do jornal Zero Hora. Ao longo de três anos, teve a oportunidade de unir a teoria acadêmica com a prática, através da revisão. A experiência como revisor foi bastante enriquecedora porque o possibilitou conhecer melhor as diferentes editorias, com a variedade de textos, e isso o ajudou a entender a importância das práticas jornalísticas. Depois, Roberto trabalhou oito anos como repórter em Zero Hora, Diário do Sul e Folha da Tarde.

Entre os livros escritos por Roberto Ramos estão “A Ideologia da Escolinha do Professor Raimundo”, tema de sua tese de doutorado concluída em 1997; “Futebol e Ideologia do Poder”, a primeira obra; “Grã-finos na Globo”, “Âncora e Neoliberalismo na Privatização do Sentido”, este último escrito junto com o professor Osvaldo Biz e “Os Sensacionalismos do Sensacionalismo”, uma leitura dos cursos midiáticos que foi estudo de pós-doutorado.

“A Famecos me abriu as portas do mercado de trabalho. A partir da experiência do mercado, fui convidado a lecionar na faculdade. A Famecos foi decisiva, foi um pré-requisito para que eu chegasse ao mercado e depois me tornasse professor.

“Um programa de pós-graduação, como o de Comunicação, é a vida do conhecimento. O programa nos solicita de diversas formas como estar em sala de aula, produzir artigos, publicar em revistas científicas, publicar livros. Há também a exigência de participar de eventos e tudo isso de alguma maneira nos enriquece bastante e nos ajuda a sermos mais aptos para produzirmos conhecimento.”

“A evolução do programa de pós-graduação de Comunicação é um fato marcante em termos de quantidade e qualidade das publicações. O pós começou com curso de mestrado, depois teve um salto de qualidade com a implantação do doutorado. No começo tinha um número reduzido de professores e hoje é um dos mais importantes do país”.

 

ENTREVISTA

Núcleo de Memória: Quais funções o senhor já desempenhou no programa?
Roberto Ramos:
No programa eu sempre fui professor. Agora, neste ano, eu faço parte da comissão científica, que são três professores: eu, a professora Dóris e a professora Ana Carolina. Somos responsáveis por revisar os projetos em andamento e representar a Famecos em eventos.

Núcleo de Memória: E as disciplinas?
Roberto Ramos:
Comunicação e Teorias da Ideologia que é atual. Ela começou no mestrado, depois implantada no doutorado. No momento, existia uma divisão entre disciplinas específicas no mestrado e no doutorado. Então, eu tinha Comunicação e Subjetividade, depois houve a padronização. A disciplina se tornou comum tanto no mestrado como doutorado e cada professor ficou com apenas uma disciplina, eu optei por ficar com a minha inicial: Comunicação e Teorias da Ideologia.

Núcleo de Memória Qual a relevância do programa para a área de comunicação?
Roberto Ramos:
Bom, essencial, porque o programa é a vida do conhecimento. O programa nos solicita tudo na sala de aula, como na produção de artigos, publicações e revistas científicas, publicações de livros, há também a exigência de participar de eventos e tudo isso de alguma maneira nos enriquece bastante e nos ajuda a sermos mais aptos para produzirmos conhecimento.

Núcleo de Memória Comente os livros que o senhor já escreveu?.
Roberto Ramos:
Primeiro foi “Futebol e Ideologia do Poder”, uma monografia da especialização, em estilos jornalísticos. Depois escrevi “Grã-finos na Globo”, depois escrevi “Manipulação e Controle da Opinião Pública”, a seguir um livro “A Quatro Mãos”, com o professor Pedrinho Guareschi, hoje da UFRGS, a “Máquina Capitalista”, posteriormente no doutorado a minha tese foi  publicada como livro: “A Ideologia da Escolinha do Professor Raimundo”, posteriormente escrevi também com o professor Osvaldo Biz, o “Âncora e Neoliberalismo na Privatização do Sentido”, organizei também um livro do Seminário Internacional Mídia, Textos e Contextos e neste ano houve o lançamento do “Os Sensacionalismos do Sensacionalismo”, uma leitura dos cursos midiáticos que foi meu estudo de pós-doutorado que foi feito na Unisinos.

Núcleo de Memória Quais temáticas representam o programa na comunidade acadêmica?
Roberto Ramos:
O programa tem duas áreas de pesquisa: tecnologias do imaginário e práticas falso políticas. A primeira está mais voltada para questões virtuais e a segunda mais para aspectos políticos e sociais. Faz parte das práticas sócio-políticas onde desenvolvo meus projetos de pesquisa, em geral faço um projeto de pesquisa por ano.

Núcleo de Memória: Quantos artigos publicados?
Roberto Ramos:
Publiquei 73 artigos em revistas científicas. Participei mais de 70 bancas também, até o momento 45 como orientador e as demais como convidado.

Núcleo de Memória: Qual o fato que o marcou no programa?
Roberto Ramos:
Acho que um fato marcante tem sido a evolução do pós-graduação, evolução em termos de quantidade de publicações, qualidade de publicações, como este pós-graduação começou como um curso de mestrado, depois teve um salto de qualidade que também foi marcante (foi implantação do doutorado), começou com um número reduzido de professores e hoje é um dos mais importante do país, tanto é que acaba de firmar um convênio com a Universidade do Maranhão um doutorado interacional, que vai permitir que alunos do Maranhão possam fazer doutorado aqui.

 

Curso(s): , ,

Década(s) de referência: 1980, 1990, 2000, 2010

Vínculo Famecos: Aluno, Professor

Graduação em: Comunicação Social – Jornalismo, Famecos/PUCRS (1981).

Especialização em: Estilos Jornalísticos, Famecos/PUCRS (1983).

Mestrado em: Linguística e Letras, PUCRS (1990).

Doutorado em: Educação, PUCRS (1997). Pós-doutorado em Comunicação, Unisinos (2010).

Produção do material sobre esta personalidade: Iabna Infaga, Lucas Santos e Elizamar Ebertz de Moraes

Edição do material: Ivone Cassol, Tiberio Vargas Ramos e Luciano Klockner

Dados cadastrados por: Silvana Sandini

Post publicado em: 1 de outubro de 2012